O DIA-A-DIA À BORDO
O próximo tipo é quase o oposto. Não há um tempo limitado para o prazer, ele mora no motorhome ou em tempo integral, ou vários meses no ano. Assim, é-lhe mais fácil curtir o caminho em vez de objetivar um ponto de chegada. Pode ficar mais em cada lugar explorando as redondezas, os pontos importantes e estabelecendo vínculos mais duradouros, pegando dicas aqui e ali do que há para ver na região não se baseando só nas informações dos livros e guias turísticos. E quando se estabelece em campings consegue negociar preços melhores porque oferece como contrapartida uma estada mais longa… ou seja, em vez de pagar diárias/pernoites, ele o faz por semana (ou semanas), ou mês (ou meses), com isso reduz custos diluindo o valor das diárias. Evidentemente, como não está com pressa pode economizar no combustível racionalizando os deslocamentos.
Por outro lado, algumas pessoas questionam como é que pode alguém de repente estar num motorhome e ficar lá dentro assistindo televisão, por exemplo. Mas não há nada de estranho nisso. O viajante em férias talvez queira ficar longe dos noticiários ou da telinha, já o que mora no motorhome passa a ter também as mesmas necessidades de acompanhar o andamento do mundo igual ao que se faz na residência fixa. E quem vive permanentemente no motorhome ainda tem casa para limpar, louça para lavar, e um cesto cheio com roupas sujas que também precisam de atenção – rotinas que todo mundo tem que dar conta. Além disso, passear, explorar e pesquisar lugares interessantes é ótimo – mas também cansa. O que requer pausas para repor as energias. Então o viajante de tempo integral normalmente tempera suas viagens ora explorando, ora com ócio.