Por Aih

Aventuras de uma casa que anda por aí

VIVER À BORDO

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Na década de 70 morei vários meses em um trailer. Eu era pouco mais que um adolescente e havia casado apressado, se é que você me entende. E precisava construir num terreno uma casa para morar. Então, enquanto a casa era feita um vizinho e amigo emprestou seu trailer para servir de moradia. Na década seguinte tive um pequeno Motorhome com o qual fiz várias viagens e um longo acampamento numa praia de SC.

Um veículo de recreação evidentemente não tem a mesma metragem de uma casa tradicional, é muito menor. O jeito aí é usar de criatividade para, nesse pequeno espaço, acomodar todas as facilidades da casa de tijolos. No fim das contas, quando o projeto é bem feito, o Motorhome ou Trailer fica até mais prático porque tudo está bem à mão, os espaços são melhor pensados, detalhados, e o usuário acaba não precisando fazer quase nenhum deslocamento para encontrar isso ou aquilo o que torna as atividades mais confortáveis.

Tem desconforto? Talvez. Por exemplo, um longo período de chuvas pode trazer uma sensação fóbica por se ficar muito tempo em um ambiente menos amplo, mas isso também pode ocorrer quando se mora numa casa tradicional. Por outro lado, no motorhome se tem a opção de ligar o motor e procurar um clima mais agradável, já a casa fixa…

Bom, a idéia aqui é abrir espaço para os não-iniciados na arte de se viver à bordo – eu mesmo também só um iniciado. Assim, nas páginas Viver à Bordo 2, 3 e 4 apresentamos alguns textos cada um sobre um tema dominante. Boa leitura!

 

Escrito por poraih

31 31UTC Dezembro 31UTC 2008 às 11:59

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