Por Aih

Aventuras de uma casa que anda por aí

Fim de Semana em Balneário Camboriú

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Na sexta feira passada às 16h liguei o motor da camionete para seu primeiro passeio como motorhome, minutos depois estávamos na estrada. À partida instalei o GPS e informei o destino que o aparelho calculou em 102 km de distância e uma hora e quarenta e cinco minutos de viagem.
 
Eu passara o dia todo em função embarcando as coisas que ficarão em definitivo na casa sobre rodas. Esperava sair depois do meio dia, mas, chuvas e detalhes – sempre eles – fizeram-me retardar a partida. Em Itajaí, deu-me vontade de fazer uma paradinha para tomar um café, assim, estacionei em um paradouro, coloquei e coloquei a cozinha em funcionamento pela primeira vez. Bem alimentado, lavei a louça recolocando tudo nos seus lugares e demos seguimento a nossa viagem.
 
Ao pegar novamente o afalto percebi que a interrupção para o café fora uma mancada, esta meia hora parados nos faria chegar em Balneário Camboriu quando já seria noite, e ainda precisaria achar um lugar para estacionar a casa rodante. Primeiro aprendizado: tem-se de sair cedo, para chegar cedo, porque evidentemente à noite as coisas sempre são um pouco mais difíceis.
 
Embora conheça bastante bem o Balneário a chegada não chegou a ser complicada, mas foi um pouco tensa… um veículo maior, noite, sexta feira, trânsito pesado e congestionamento nos trevos de acesso. Quadro completo para que as coisas não sejam perfeitas. Contudo, acabou dando certo, fiz um passada geral adentrando à cidade em direção à Barra Sul fazendo simultaneamente duas coisas: primeiro, buscando locais de estacionamento, e segundo desfrutando da paisagem e daquele momento todo especial, isto é, estava chegando ao meio primeiro destino como motorhomeiro.
 
Eu procurava um estacionamento que fosse do tipo 24h, num lugar relativamente calmo e aberto. Encontrei vários. Todos 24h por dia fechados, pois só funcionam no verão. Com isso, fiz a volta junto ao Rio Camboriú retornando pela Avenida Atlântica que vai da ponta sul ao pontal norte, uns seis Km de extensão. O movimento de veículos era pequeno, pude andar devagar enquanto via as pessoas caminhando pelo calçadão, gente praticando esportes na areia, outros sentados nos bancos à calçada, ou entrando e saindo de bares e restaurantes. Um lugar turístico, de movimento constante e muita vida pra todo lado que se olha.
 
Assim seguimos, e na ponta norte pegamos a Avenida Brasil continuando nossa caçada de um bom lugar para ficar. Por conhecer a cidade sabia que eles existiam, só não lembrava onde por nunca ter precisado. Enfim, achei um estacionamento, mas fechava à meia noite. Contudo, optei por parar ali e seguir a busca à pé e pedindo informação. Quinze minutos depois encontrei exatamente o que precisava: na Av. Brasil, entre a rua 2050 e 2100 tem um estacionamento muito amplo, com tomadas de energia próprias para motorhomes, banheiro e chuveiro. Segundo aprendizado: pedir informação e uma caminhada ajudam bastante porque de dentro do veículo a visão e o trânsito dificultam a percepção.
Estacionei ao lado de outro motorhome, um ônibus de uns 10 metros de comprimento. Instalei o cabo de energia elétrica e logo depois saí para um passeio e para jantar.

Balneário Camboriú é uma cidade super interessante. Há muitos lugares para se ir, a praia é longa com faixa de areia larga e iluminada à noite quase de ponta a ponta. Vi pessoas caminhando na areia mesmo sendo tarde. Muitos bares e restaurantes abertos, vários deles com música ao vivo, alguns lotados, outros desertos, mas gente bonita e bem arrumada aos borbotões.

Seguindo à esmo acabei no Shopping Atlântico onde comi panquecas num fast-food da praça de alimentação ao som de voz, violão e percussão. A música tava boa, a panqueca mais ou menos.

Mais tarde voltei a dar outra circulada pelas duas avenidas, e depois fui para casa. Ahã, pra casa sim, neste momento poderia dizer que tenho casa em BC, ou Florianópolis, ou qualquer lugar que queira ir pois minha casa portátil estará onde eu esteja. Engraçado pensar isso, a casa é minúscula e sempre a mesma, o pátio é que é grande e pode mudar todos os dias.

Bom, em casa, liguei o laptop e via celular me conectei à Internet. Maravilha. Éhhh, mas longe de ser perfeito. A conexão é lenta e às vezes enervante, se quiser uma referência, eu diria que é muito parecida com a antiga conexão discada.

Diante disso, dia seguinte fui a uma loja TIM e decidi comprar um mini-modem para banda larga que funciona via satélite. A velocidade continua baixa, porém, muito melhor que através do celular.

O sábado amanheceu glorioso, ensolarado, temperatura amena e para os mais corajosos deu praia. Mas, como não sou de ficar esticado me mostrando pro astro-rei, saí para perambular por aí. Passei em uma loja Hering e comprei umas coisinhas básicas que estava precisando.

 

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Ao voltar para casa, havia chegado mais um motorhome, desta vez, um pequeno caminhão Iveco. Assim, éramos três agora: um motorhome Classe A (ônibus), um Classe B (VAN, o meu), e um Classe C (chassi de caminhão). Detalhe: essa questão de classe não tem nada a ver com classe social, diz apenas do tipo de veículo usado para montagem da casa.

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Sabe o que fiz à tarde? Circulei pela orla, naveguei na Internet e fui ao novo shopping próximo da estação rodoviária para almoçar.

À noite dei mais uma caminhada, jantei e sentei num lugar para beber alguma coisa e observar o vai e vem das pessoas.

Domingo, amanheceu nublado e garoando. Aproveitei e dormi um pouco mais porque vinha há dias com sono atrasado. Foi ótimo.

Depois de almoçar (no Djó Djó, na Av. Atlantica perto da Central) um pedacinho de filé ao molho de vinho, saladas e arroz salpicado com alho torrado (uma delícia!) por um preço bem aceitável, voltei pra casa e comecei a preparar o retorno, não sem antes preparar meu tradicional café.

Mas, enquanto sorvia esse precioso líquido chegou um carro, estacionou próximo e veio em nossa direção. Desceu um senhor e disse que também tinha motorhome e convidou-me para o encontro de confraternização promovido pelo Grupo Rodamundo www.grupo.rodamundo.nom.br  que vai haver em Joinville no próximo fim de semana. Legal, é provável que passe por lá.

Por pura coincidência, às 16h liguei o motor e minutos depois voltava para para a estrada, que apesar do movimento ser quase intenso foi um retorno bem tranquilo.

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Written by poraih

10 de agosto de 2009 às 19:28

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